quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tentativa

Há todo o tipo de pessoas na mesma estrada em que vou, mas nem todos vão na mesma direção. Ter um companheiro para a viagem é algo bom. Alguém com quem conversar, dividir medos, anseios e expectativas, alguém para se apoiar quando tropeçar... Mas esta pessoa só poderá caminhar comigo se estiver indo na mesma direção. Caso contrário, seguiremos rumos diferentes e cada um terá que continuar sem o outro.
Geralmente se pode encontrar pessoas perdidas, que não sabem pra onde ir ou o que procurar. Totalmente sem orientação!
Sempre tenho vontade de ajudar essas pessoas. De lhes falar pra onde eu vou e quem me mostra o caminho a seguir. Porém, "eles não nos deixam ajudá-los. Preferem a astúcia à crença. Embora a prisão deles esteja unicamente em suas próprias mentes, eles continuam lá. E tem tanto medo de serem ludibriados de novo que não conseguem livrar-se." (As Crônicas de Nárnia - Volume Único, A Última Batalha, pág. 717).


Semana passada eu me encontrei com alguém perdido pelo caminho. Era uma pessoa maravilhosa, agradável de se ter por perto em longas jornadas como esta. Entretanto, estava completamente perdido em sua própria teoria de que não há um caminho a ser seguido, muito menos alguém que indique este caminho ou mesmo um mapa que nos oriente. Ele dizia que estamos neste lugar apenas para vagarmos por onde quisermos, sem uma finalidade específica, e que não existe um 'depois'.


Acho que foi a primeira vez que realmente chorei por ouvir tais coisas. Como ensinar o caminho para alguém que não confia no seu mapa, no seu guia? 
Nessa hora, apenas confiei que Aquele que tem sabedoria e poder para me guiar nesse caminho, me mostrando por onde seguir, pode libertar esse pobre perdido da prisão dentro da sua mente.


Durante o percurso, passamos por muitas situações que nem sabemos como agir. O melhor a fazer nestes momentos é simplesmente confiar que existe um Deus que controla tudo e, da mesma forma como aconteceu com quem hoje O segue, pode acontecer com essas outras pessoas pela estrada, se assim Ele o quiser.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fuga

No meio do caminho, de repente você avista uma outra via, chamativa, atraente e com uma aparência muito agradável. Parece ser um caminho bem melhor a ser seguido. A estrada tem menos buracos e obstáculos, há mais sombra e uma leve inclinação que reduz o esforço para caminhar. Praticamente é só se deixar levar pelo vento a seu favor...
Encontramos esse "atalho inocente" várias vezes ao longo da caminhada. O que ele nos mostra é muito mais agradável ao nossos olhos: menos esforço, mais conforto...
Mas onde ele nos leva? Será mesmo que o melhor é confiar no que vemos?


Um dos maiores erros da história da humanidade começou exatamente com a visão de algo muito agradável...


"E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela." - Gênesis 3:6


O fim desta história todos sabemos e temos experimentado em nossa própria carne as consequências desse terrível erro. Não seria então o caso de ouvir, finalmente, a voz de quem realmente enxerga além do que os olhos podem ver?


"...porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos..." - I Samuel 16:7b


Nessa estrada sempre haverão prazeres, caminhos mais agradáveis mas... "Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte." - Provérbios 16:25 e 14:12
Porque será que o sábio Rei Salomão quis alertar-nos duas vezes, com as mesmas exatas palavras, sobre o caminho que nos parece direito?


Não é fácil resistir a uma visão de um oásis quando se está no meio do deserto. Mas precisamos ver além dos nossos olhos para enxergar a glória que está proposta ao vencedor.
O prêmio é algo muito mais agradável do que o fruto que suscitou o primeiro erro: "Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus." - Apocalipse 2:7b

sexta-feira, 2 de julho de 2010

No caminho

As pessoas à beira do caminho sempre querem convencer você a acreditar no que elas acreditam. Querem te vender coisas das quais você não precisa na sua viagem, coisas que só atrapalham o seu caminhar. E é essa a intenção.

Algumas delas tentam te mostrar um caminho "mais rápido" pra chegar onde você precisa estar. é necessário saber onde estamos indo e levar somente a bagagem necessária para a jornada. Se decidirmos comprar tudo o que nos é oferecido pelo caminho, o fardo se tornará tão pesado que não sairemos do lugar. A estrada vai a nossa frente até perdermos de vista. A viagem é longa. Precisamos chegar até o final, até nosso Alvo.

Cuidado com os vendedores pela estrada. Avalie bem o produto oferecido. Veja se ele é útil pra alguma coisa boa, se ele é necessário e se não pode ser dispensado.
A única coisa que eu me lembro que se encaixa nesses três requisitos é a nossa Fé. Guarde a Palavra em seu coração e a tenha sempre em sua mente. O caminho que estamos seguindo é cheio de falsas emoções, prazeres vazios e muita dor... Não é nada fácil seguir por ele. Mas temos um exemplo a ser seguido e uma promessa a ser alcançada...

"Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono." - Apocalipse 3:21

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dúvidas...

"Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal." - João 17:15



Vivemos no mundo com o alerta do Mestre de que não somos daqui, não pertencemos a este mundo. Contudo, como em toda a nossa jornada, muitas dúvidas surgem em nossas mentes.
"Até que ponto podemos estar no mundo sem pertencer a ele? Até onde podemos nos 'infiltrar' sem permitir que ele nos envolva?"

Em outra passagem Jesus nos fala "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte..." (Mateus 5:14). Mas onde estamos nós brilhando, visto que as trevas deste mundo ainda dominam?
Sabemos que a escuridão é tão somente a ausência de luz e à ela não oferece nenhuma resistência. Será que realmente estamos deixando nossa luz, ainda que pequena, brilhar? Se somos luzes apenas na claridade do dia, para que servimos?

Temos que descobrir onde realmente devemos fazer maior diferença. Uma luz brilhando entre muitas luzes não tem serventia. Precisamos brilhar na escuridão para que possamos dizer como Ele: "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo." - João 9:5